Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011

Domingo, 20 de Novembro de 2011

NOVO LIVRO SOBRE INÊS DE CASTRO

É um romance histórico da autoria de Margarida Rebelo Pinto e intitula-se Minha querida Inês. A autora fala do livro, hoje, na revista do Jornal de Notícias e diz que "a história da vida de Inês está lá toda, quase desde criança, mas concentrada nos últimos sete dias de vida dela, por isso é uma narrativa densa e intensa." Para escrever o romance, a autora deixou-se atrair por uma Inês apaixonada, capaz de desafiar a autoridade do rei, por amor. Considera-a uma heroína romântica que fez despertar "sentimentos muito diferentes, sempre fortes, quer por entre a voz popular como entre poetas, escritores, dramaturgos, músicos, cineastas, pintores, escultores."

Quarta-feira, 11 de Maio de 2011

ROMANCES DE AMOR PROIBIDO - O GATO MALHADO E A ANDORINHA SINHÁ


O romance de Pedro e Inês não foi o único proibido. Na vida real ou na ficção, são muitas as estórias para lermos, apreciarmos e, se for o caso, chorarmos com o sofrimento dos protagonistas.
O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá é uma das muitas estórias de paixão e sofrimento. Trata-se de uma fábula com uma enorme carga simbólica encontrada, por exemplo, nas estações do ano, no parêntesis das murmurações, na rosa. Apesar de ter sido escrita para uma criança (o filho do autor, Jorge Amado), a crítica social está bem presente.


Adaptação teatral de uma parte do conto (pelos alunos do 8ºA, em 2008):

É Verão. O parque está quente, o sol ardente. O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá passeiam à sombra das árvores.
Andorinha (sorrindo de forma carinhosa) – És feio.
Gato (amuado) – Atrevida.
Andorinha – Lembras-te de quando eu te atirava gravetos para te provocar?
Gato – Sim, jamais me poderei esquecer das tuas doces provocações.
Andorinha – Apenas queria chamar a tua atenção e meter conversa contigo.
Gato (admirado) – És tão bonita! Como reparaste em mim?
Andorinha (atrevida, com olhar maroto) – És feio, mas o teu jeitinho solitário, calado e mal-humorado atraiu-me.
Gato (olha-a embevecido) – A tua juventude e a tua beleza fazem-me sentir jovem e bonito.
Andorinha – Para mim, sempre foste especial.
Gato – És o sol que me ilumina e me dá vida.
Andorinha (cora e suspira) – Ai!...
Gato (feliz) – Gostaria que este momento fosse eterno…
Andorinha (acaricia-lhe a cabeça) – Não me imagino sem ti.
Escurece. No dia seguinte, voltam a encontrar-se à entrada do parque. Muito juntos, trocando gestos carinhosos, passeiam até ao lago onde os patos se refrescam. Ele oferece-lhe uma rosa vermelha.
Gato – Ficas linda com essa rosa. Ela contém todo o meu amor.
Andorinha – Vou guardá-la para sempre. Ela é testemunha do nosso amor.
Gato – Essas tuas palavras carinhosas enchem o meu coração de felicidade.
Andorinha (com timidez) – Estou muito feliz por estar contigo.
Gato (sorrindo) – Tu completaste a minha vida. Devolveste-me sentimentos esquecidos e adormecidos. Só por ti vivo.
Muitos dias se passaram, com passeios, conversas e murmúrios.
Novo encontro no parque debaixo da laranjeira. O Gato está abatido, de bigodes murchos.
Andorinha – O que se passa? Porque estás tão triste?
Gato – Porque vens tão tarde? Pensava que já não vinhas.
Andorinha – A aula de canto com o Rouxinol demorou mais…
Gato – Pois, o Rouxinol! Passas demasiado tempo com ele!
Andorinha – Mentira! A aula demorou mais, mas foi só isso! Não se passa nada.
Gato – O Rouxinol quer namorar contigo e aproveita-se das aulas.
Andorinha – És um feio tonto!
Gato – Mas tenho razão. O Rouxinol é de raça volátil como tu. Tu és bela e jovem. Tenho medo de te perder por te cansares de mim, um gato velho e rabugento.
Andorinha – Bem sabes que gosto de ti assim. Apaixonei-me por ti, pelo teu interior doce e calmo.
Gato (apaixonadamente e mais feliz) – Se eu não fosse um gato, pedir-te-ia para casares comigo.
Andorinha (silêncio)
Gato – Ainda não tinhas reparado?
Andorinha (triste) – Tenho medo. Tu és um gato e os gatos são inimigos irreconciliáveis das andorinhas.
Levantando voo, toca ao de leve no Gato Malhado com a asa esquerda. Ela ganha altura e olha-o de longe com uma lágrima no olhar.






O leitor pode testar a compreensão da obra resolvendo estes dois webquests





Sexta-feira, 7 de Agosto de 2009

NOVIDADE EDITORIAL

O romance de D. Pedro e Inês de Castro continua actual e a inspirar os artistas. Em Junho de 2009 foi publicado mais um livro intitulado A história de Inês de Castro. Com texto de Ângelo da Silva e ilustrações de José Emídio, da editora Letras & Coisas, o livro (acompanhado de CD) resulta de um projecto do autor, músico, compositor e guitarrista, que aliou texto à música sendo que a narração é intercalada por temas instrumentais e canções que conduzem o leitor/ouvinte à época medieval.
O prefácio, da autoria de Nuno Higino, remete para outras estórias de amor semelhantes mas acentua que esta estória foi "um acontecimento único e sem exemplo. Mais do que um contra-tempo, a história de Pedro e Inês aconteceu em contra-tempo, resultado de um violento choque contra o tempo." (pág. 11)
A interpretação dos poemas musicados deve-se a:
  • Ângelo da Silva (viola dedilhada, viola braguesa e cavaquinho brasileiro)

  • Bruno Ribeiro (viola dedilhada)
  • Elsa Rousselle (voz)
  • Natasha Quadros Veibert (voz)
  • Ana Barros (voz)

Mais informação, no jornal Labor.

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

ENTREGA DE PRÉMIOS

Decorreu, hoje, a entrega de prémios aos alunos e escolas que chegaram à final do concurso Pedro e Inês. A cerimónia decorreu na belíssima Quinta das Lágrimas e os grupos foram principescamente recebidos. Os blogues/sites premiados , apresentados pelos respectivos autores, foram muito elogiados pela grande qualidade do trabalho.





Terça-feira, 19 de Maio de 2009

OUTROS AMORES ETERNOS

Para relembrar alguns pares amorosos da História e da Literatura, a BE incluiu no seu Plano Anual de Actividades um concurso de imagem (desenho, pintura ou power point) para reconto da história dos pares amorosos seleccionados para cada ano de escolaridade, após a leitura de livros recomendados. Assim foram distribuídos:
4ºano: A princesa e o pastor que deram origem à lenda da Lagoa das Sete Cidades;
5º e 6º anos: Romeu e Julieta, William Shakespeare; Julieta e Romeu, Nicola Cinquetti, Livros Horizonte;
7ºano: Tristão e Isolda, Joseph Bédier, Edinter;
8ºano: O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, Jorge Amado, Europa-América;
9ºano: Pedro e Inês.
No final da Semana da Leitura, foram divulgados os trabalhos vencedores:
  • 9ºano: o quadro de Ana Raquel e Sandra do 9ºA e o desenho de Ana e Andreia do 9ºC, ambos utilizados neste blogue, como página de abertura (o primeiro) e ilustração de documentos produzidos (o segundo).

  • 2ºciclo: Leonardo e João

  • 4ºano: escola EB1 de Santo António.

Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

ESTE BLOGUE FOI PREMIADO - 3º PRÉMIO

O PNL publicou, hoje, a lista dos nove blogues/sites premiados, três por cada escalão.
Dentro do escalão 3º ciclo, o nosso blogue ficou apenas em 3º lugar, mas, mesmo assim, estamos muito satisfeitos. Valeu pela pesquisa, pelo trabalho, pelos conhecimentos adquiridos, pelo que partilhámos. Aprendemos, também, uma lição que nos dará, certamente, maturidade: se tivéssemos ouvido mais os nossos professores talvez tivessemos chegado ao primeiro lugar. Ficámos à espera de novos desafios.
D.Pedro e Inês de Castro foram muito investigados ao longo destes últimos meses. Repousem em paz!

Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

MAIS UM POEMA DE AMOR

Não sabemos como nos escapou este poema! Durante as férias da Páscoa, fizemos mais umas pesquisas e encontrámo-lo... em francês. A azáfama das comemorações das invasões francesas já passou (participámos no sarau cultural tocando o Bolero de Ravel, em instrumental orff) e algumas actividades do Agrupamento podem ser vistas aqui.
Então, hoje à tarde, dois alunos do nosso grupo, a Sandra e o Luís, juntaram-se à professora de Língua Portuguesa e fizeram a tradução livre do poema encontrado.

Complainte de Pedro
Maintenant que vous me l'avez tuée
Pourquoi donc ai-je encor ma destinée?
Un règne, où elle ne règnera plus,
Des palais, qu'elle n'habitera plus
Un lit, où je ne la trouverai plus,
Une vie, qui ne la servira plus
Des jambes, qui vers elle n'iront plus,
Des bras aussi, qui ne l'étreindront plus,
Des mains qui ne la caresseront plus,
Des oreilles, qui ne l'entendront plus
Des yeux, qui ne la contempleront plus,
Des lèvres, qui ne l'embrasseront plus
Un corps, qui ne la possèdera plus
Un coeur, puisqu'il ne palpitera plus,
Une âme enfin, qui n'espèrera plus!


Marcel Dany, in http//www.triplov.com/letras/Pedro-Ines/Marcel-Dany/index.htm


Queixa de Pedro
Agora que ela me foi roubada
Porque continuo nesta estrada?
Um reino onde ela já não reina
Palácios onde ela já não passeia
Uma cama onde já não a descubro
Uma vida que já não a serve
Passos que ao seu encontro já não correm
Braços que já não a envolvem
Mãos que já não a afagam,
Ouvidos que já não a escutam,
Olhos que já não a contemplam,
Lábios que já não a beijam
Um corpo sem o seu corpo
Um coração que já não pulsa
Uma alma, enfim, que já não espera!

Sexta-feira, 27 de Março de 2009

DORMEM, AQUI, O SONO ETERNO...

É no Mosteiro de Alcobaça que D. Pedro e Inês de Castro dormem o sono eterno, em paz, nos túmulos que D. Pedro mandou construir após a subida ao trono. O Mosteiro pode ser visitado virtualmente, aqui.
Os alunos de 6ºano da nossa escola visitaram-no, no passado dia 21 de Março, e cederam-nos as fotos.


Escolhemos esta canção por se adaptar tão bem a todas as estórias de amor de fim trágico.

É, também, uma forma de se aprender francês com uma canção de amor, cuja tradução foi feita na aula de Francês da professora Marília Zita:

LES AMANTS
Edith Piaf e Charles Dumont

Quand les amants entendront cette chanson
C'est sûr, ma belle, c'est sûr qu'ils pleureront...

Ils écouteront
Les mots d'amour
Que tu disais
Ils entendront
Ta voix d'amour
Quand tu m'aimais
Quand tu croyais que tu m'aimais
Que je t'aimais, que l'on s'aimait...

Quand les amants entendront cette chanson
C'est sûr, ma belle, c'est sûr qu'ils pleureront...

J'entends toujours... j'entends ton rire
Quand quelquefois je te disais:
"Si un jour...
...tu ne m'aimais plus
Si un jour...
...on ne s'aimait plus..."
Tu répondais: "C'est impossible!"
Et tu riais... tu riais...
Eh bien, tu vois, tu n'aurais pas dû rire...

Quand les amants entendront cette chanson
C'est sûr, ma belle, c'est sûr qu'ils pleureront...

Ils écouteront
Les mots d'amour
Que tu disais
Ils entendront
Ta voix d'amour
Quand tu m'aimais
Quand tu croyais que tu m'aimais
Que je t'aimais, que l'on s'aimait...

Quand les amants entendront cette chanson
C'est sûr, ma belle, c'est sûr qu'ils pleureront...

in, http://vagalume.uol.com.br/edith-piaf/les-amants.html

TRADUÇÃO

Quando os amantes ouvirem esta canção

É certo, minha amada que eles chorarão.

Eles ouvirão

As palavras de amor

Que tu dizias

Eles ouvirão

A tua voz apaixonada

Quando tu me amavas

Quando acreditavas que me amavas

Que eu te amava, que nós nos amávamos.

Ainda ouço... ouço o teu riso

Quando por vezes te dizia:

"Se um dia...

... deixares de me amar

Se um dia...

... Não nos amarmos mais"

Tu respondias: "É impossível"

E tu rias... rias...

Vês, não o deverias ter feito.

QUESTIONÁRIO DE ESCOLHA MÚLTIPLA - QUIZ

Agora que acabámos de publicar o trabalho realizado até aqui, queremos testar os conhecimentos que os nossos leitores adquiriram através deste jogo que o Luís Paulo criou. BOA SORTE!